Na semana passada, minha esposa Marcela me perguntou:

“Precisamos conversar. Você tem dormido tarde, acordado cansado… está tudo bem?”

Respondi: “Estou trabalhando em um novo projeto.”

Ela não perguntou sobre o código.
Perguntou sobre o meu coração.

E ali, entendi algo profundo:
não basta ser um bom engenheiro.
Preciso ser um bom marido.
Um bom pai.
Um bom servo.

Foi então que decidi:
minha próxima automação não seria para o trabalho.
Seria para mim.

Criei um script simples em Python:
um avaliador de CPF e score — mas com um propósito diferente.

Não para lucro.
Não para venda.
Mas para testar minha disciplina técnica com integridade.

Porque, nos últimos meses, percebi um conflito interno:

Posso usar meu dom para servir — sem me perder no mundo?

Esse projeto nasceu dessa pergunta.

Ele valida CPFs, calcula score de crédito, mas nunca armazena dados.
Nunca envia informações.
É apenas um exercício:
como automatizar com excelência,
sem violar princípios.

E o mais bonito?
Em 3 horas de trabalho,
eu automatizei 15 horas de tarefas manuais
que fazia em testes anteriores.

Tempo que agora uso para:

  • Estudar com Manuela
  • Orar com mais atenção
  • Conversar com Marcela sem pressa

E entendi:
excelência técnica não rouba tempo.
Devolve.

E quando esse tempo volta,
ele não é só para descansar.
É para servir com mais presença.

Se você já sentiu que precisa escolher entre ser bom no que faz e ser fiel ao que crê,
saiba que não precisa escolher.

Você pode ser tudo —
com um único coração.

E esse é o maior código que escrevo todos os dias.

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